A arte de desanimar e se auto-animar
Acabo de ler um interessantíssimo relato sobre um Prof. de Português que hiperdesestimulava um jovem aluno. Além de dar zeros para o coitado disse: “Você jamais será lido por alguém” – e hoje esse “aluno” é colunista da Veja e tem seus textos indicados em vestibulares. Toda essa história me fez lembrar um causo meu muito parecido com este.
Lá pelos meus 10 anos de idade eu não era muito fã de educação artística. Nunca me dava bem em pinturas com guache, lápis de cor, giz de cera e todos aqueles materiais que nos são empurrados goela a baixo. Eu era um aluno tão ruim que tal qual o autor do texto supracitado, ouvi da minha professora: “Você nunca servirá para qualquer trabalho artístico”.
Não me lembro a minha reação no momento (dizem que nós apagamos da mente aquilo que nos traumatiza), mas tenho certeza de que fiquei triste. Não pelo fato de ter sido esculachado, mas não saber dizer para um adulto que aquilo que ela ensinava não me dava tesão para dar o melhor de mim. Até hoje minha mãe fala que eu era um desastre no quesito artes e que não entende como eu mudei tanto, mas eu tenho uma teoria.
Nunca desista dos seus sonhos
O meu mantra está estampado no rodapé dos meus blogs e até na minha nota fiscal. “Nunca desista dos seus sonhos” foi uma palavra que eu sempre lia na ida e volta da faculdade, estampada em um muro nos fundilhos da mesma. Era isso que me fazia acordar todo dia às 4h30 para trabalhar e depois ir dormir perto das 1h da madrugada. Era a força que me fazia acreditar que tudo o que eu desejo é possível, basta ter um pouco de paciência e persistência.
Depois daquele episódio da professora de educação artística eu poderia ter desistido de unir o lápis ao papel, mas busquei em mim a vontade de fazer algo diferente. Foi nessa época que eu comecei a ler Histórias em Quadrinhos, com as quais vi que era possível fazer algo muito além do que eu via naquelas folhas fotocopiadas das aulas de arte.
Eu queria virar desenhista e contador de histórias e, para isso, passava de dez a quinze horas desenhando e criando em meu quarto. Eu não consegui virar desenhista de quadrinhos, mas estou conseguindo criar meu próprio mundo de contos e causos que a cada passinho vai se concretizando.
Hoje ao olhar para trás, eu não poderia saber que todas as HQs e livros que consumi, que os personagens, línguas e mundos que criei seriam a base do que faço hoje. Não dá para ter certeza como as nossas escolhas afetarão o nosso futuro. O importante é nunca desistir dos nossos sonhos, afinal serão sempre eles que nos farão dar o melhor de nós naquilo que realmente amamos.
Um super abraço,
tio .faso
Dica do texto “Nunca Permita Um Professor, Um Chefe, Um Amigo Lhe Desanimar”, por @tucahernandes













