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home > arquivo > agosto de 2009

Quem disse que empreender é fácil?

Uma das coisas que venho percebendo… não! – “aprendendo” é o termo mais correto – é que transformar um sonho em algo palpável e viável é mais complicado do que parece.

Com os problemas que acometeram a saúde da minha mãe, me vejo dividido entre dois mundos: cuidar dela e de todos os afazeres que ela geria e erguer uma nova fase de uma empresa que está começando a andar com a próprias pernas.

Se eu tivesse os recursos necessários (lê-se “dinheiro”), possivelmente não escreveria algo do tipo. Certamente eu teria mais pessoas ao meu lado trabalhando e cuidando dessa minha cria, mas isso é apenas um sonho futuro. Tudo depende apenas do meu esforço para que o pontapé inicial seja dado – ele é certamente um dos mais difíceis.

Por mais que os consultores digam que é necessário fazer um planejamento estratégico de tudo o que é necessário para colocar o carro nos trilhos, nem sempre é assim que ocorre. No meu caso eu estava quase desistindo de bonecar quando um biscoito de maizena quebrado me mostrou um novo caminho que eu poderia trilhar. E devo confessar que demorei a perceber o quanto aquilo poderia mudar a minha vida. Aliás, tudo me soa um pouco surreal, com pedidos e mais pedidos de bonecos, notas em blogs, revistas e jornais e pessoas que me encontram pessoalmente e demonstram um brilho e entusiasmo sobre o meu bonequinho de um palmo de altura que eu nunca poderia imaginar.

O fato agora é que eu preciso colocar tudo em prática, mesmo que seja por uma hora, que é tempo livre que está sobrando entre uma tarefa doméstica ou uma ida a farmácia.

tio .faso

O elo perdido entre a web e o mundo real

Tive a ousadia de me apossar do título de uma entrevista que The Guardian fez lá no longínquo ano de 2007, com os empresários Richard Moross (Moo.com) e Bob Young (Lulu.com). Ela demonstra algo que me afetou profundamente: ser um empresário em pleno século XXI.

Gosto muito de ler como empresários em diversas épocas da história conseguiram colocar suas idéias em prática, transformando sonhos desacreditados por muitos em verdadeiros impérios capitalistas. Mas diferente dos desbravadores do início do Século passado, como o meu avô que na década de 1920 abriu sua empresa de máquinas agrícolas, hoje dispomos de recursos únicos para poder empreender. Quantas empresas que você conhece e admira são frutos da modernidade? Empresas que não existiriam sem a web e tecnologias modernas? A Moo e a Lulu são dois grandes exemplos disso.

Puxando a sardinha para o meu lado, o .marcamaria é mais um fruto (que ainda está um pouco verde) desse momento. O meu único produto é a essência disso: boneco personalizado, com caixa personalizada e mimos (como papel de carta e certidão de nascimento) personalizados. Sem impressoras laser, internet e softwares gráficos, eu não poderia criar algo que varia de acordo com o pedido do cliente. Hoje eu não sou obrigado a ter uma estrutura imensa, com um produto único e massificado que gere receita para manter todo o monstro corporativo.

Se esse século tem alguma coisa para nos ensinar é que tanto eu como você podemos dar vazão as nossas idéias, basta nunca desistirmos dos nossos sonhos.

tio .faso

tio .faso 3x4