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De tempo ao tempo

Vivemos em um mundo que a cada dia está mais acelerado; a cada passo que damos estamos tentando sempre chegar mais a frente – ir mais longe, mas como sonseguiremos isso se os nossos passos continuam com o mesmo tamanho?

Eu tenho quase 27 anos de idade; me vejo mais perto dos 30 do que eu poderia imaginar e esse fator (estar perto dos 30) me deixa muito agoniado, pois vejo que por mais que eu corra eu ainda não consegui sair muito do lugar. Quero ter sucesso financeiro, casar e ter filhos mas o meu hoje ainda não me permite nada disso – e como qualquer pessoa normal, fico frustado.

Ser empreendedor é complicado. Temos que nos auto-impulsionar – arrumar forças para continuar em direção a um destino completamente desconhecido. A frustação do parágrafo anterior, somada a pressão familiar e da sociedade, faz com que esse foguetinho comece a perder altitude e, durante a queda eminente, você se sente compelido a abandonar o navio e pular de pára-quedas para outra jornada, mais segura e “comum”. É nesses momentos que vale lembrar que o tempo está aí para isso: ser vivido um dia de cada vez.

Recentemente estava fruticando nos textos da caríssima ilustradora Lupe, quando me deparo com a seguinte frase:

“[...] O tempo médio que leva para um designer/ilustrador se estabelecer é de 12 anos (segundo um vídeo interessante que estava rolando no Twitter dia desses)! Eu estou completando 4 anos de profissão agora, e sei que ainda estou longe de estar onde gostaria!” – fonte

Ela disponibilizou o vídeo (mais abaixo) no qual a idéia que são necessários 12 anos para se firmar na sua opção de carreira. Assista e entenda o conceito (em inglês):



Nele descobrimos que até a Pixar levou esse mítico período de 12 anos para poder se estabelecer no mercado. Com isso, percebemos que a pressão por sucesso que nos auto infligimos é torpe, pois queira ou não leva-se tempo para conquistar os seus sonhos.

Fazendo uma rápida restrospectiva da minha vida profissional, percebo como isso é real. Eu comecei a bonecar dentro do meu quarto, sobre uma mesinha com menos de um metro de largura. A cada bonequinho feito, eu aprendia mais e mais e só depois de um ano eu consegui alugar uma sala comercial para poder trabalhar. Hoje o .marcamaria é um pouco maior do que o meu quarto. mas é algo que consegui e a qual me faz muito bem.

Para finalizar, por mais que o mundo te cobre sucesso ele não é instantâneo. Assim como qualquer prédio ele é construído do chão até o topo, e isso requer tempo. Tempo para crescer, para amadurecer e entender a sua real função no mundo, que é antes de tudo ser feliz com o que você faz.

Um super abraço,

tio .faso

A vaca roxa é a ousadia em sua melhor forma

Acabo de ler o livro A Vaca Roxa de Seth Godin. Li de uma vez só e foram 8h de entretenimentoaprenditivo da melhor qualidade. Basicamente o livro fala sobre uma palavrinha que muitos conhecem e poucos praticam: a ousadia. Vou misturar o meu raciocínio com a idéia base do livro.

Você já deve ter visto uma vaquinha pastando por aí. Não há nada demais nela; não vale a pena comentar com os outros. Mas no dia em que você der de cara com uma vaca roxa, pode ter certeza de uma coisa: aquilo irá te surpreender e você vai querer compartilhar esse achado com outros. No mundo dos negócios e das marcas, uma vaca roxa é exatamente isso: um produto ou serviço que surpreende e que automaticamente será compartilhado (lê-se “comentado”) por todos. Esse é o Santo Graal de qualquer empreendedor que se preze, mas como achar suas vacas roxas?

Saia da caixa e ouse

O primeiro passo para tentar criar sua vaca roxa é ousar. É preciso ter culhões e fazer algo que outros não fizeram.

Quando comecei o .marcamaria (que ainda não era uma bonecaria) recebi uma dica de uma loja de papelarias especiais estava precisando de um designer. Eu, com a maior cara lavada do mundo, pensei: “eu não posso trabalhar para eles, mas posso fazer com que eles queriam que minha empresa trabalhe com eles” – mas como eu poderia fazer isso?

Como a empresa era do ramo de papelaria, pensei em usar o papel como forma de fisgar o cliente. Para tal, fiz uma caixinha direcionada para a dona da loja, contendo mensagens e um micro envolope com o meu número de celular (clique nas imagens para ampliar):

Caixa - perspectiva Caixa - detalhe da tampa Caixa - detalhe da tampa Caixa aberta (visão geral) Base e o micro envelope
Escala do micro envelope Envelope aberto e micro carta com a mensagem

Resultado: ela me ligou e fechamos negócios! X) Perceba que nesse exemplo há outro ponto fundamenta da teorida da Vaca Roxa.

Direcione a sua mensagem/produto, não generalize

Como menceionei, eu fiz uma caixa justamente porque o meu alvo era uma empresa que vivia de papelaria e necessitava de alguém que soubesse trabalhar com isso. Se fosse outro tipo de negócio a mensagem não teria o mesmo impacto.

Quando você sai da sua zona de segurança e ousa, sua recompensa pode ser grande ao mesmo tempo que você também pode falhar. E isso é bom!  Comigo aconteceram as duas coisas.

A minha empresa se chama .marcamaria justamente porque eu queria trabalhar com design e marcas, mas como eu era inexperiente, não soube levar o negócio para frente. Mudei todo o foco da empresa para criação de personagens para licenciamente, mas não consegui transformar a Vovólima em um produto viável. Só depois de muito pestanejar e quase desistir, é que eu criei o mini-mi e consegui obter um resultado que me fizesse sonhar em frente.

Pense como você pode fazer surgir uma vaca roxa em seu negócio. Não tenha medo de ousar. Veja se sua marca está mais para as vaquinhas pastoreiras ou não. Se reinvente a cada queda.

Um super abraço,

tio .faso

tio .faso 3x4