voltar para home

home > arquivo > outubro de 2009

Ser lobo solitário é mais fácil na ficção

Hoje eu resolvi comprar uma edição da Pequenas Empresas – Grandes Negócios para ler uma matéria sobre controle de caixa e aumento da lucratividade. Sempre digo que revistas -e livros- como essa são os manuais de Auto Ajuda de Empresas. Se pessoas físicas lêem “O Segredo” (nunca li e fugi quando alugaram o DVD, diga-se de passagem), empresas buscas esses compêndios para buscar inspiração e continuar a fazer o mesmo de sempre.

Bem, voltando ao início, sempre que eu leio esse tipo de material eu fico um pouco agoniado. Minha agonia se origina pelo fato da realidade cair em meu colo para me relembrar que eu tenho muito, mas muito o que fazer. Deixe eu mostrar uma rápida lista das coisas que eu faço:

  • Bordo, costuro, monto e finalizo bonecos e suas vestes;
  • Ilustro os bonecos a serem produzidos;
  • Produzo o design de superfície das caixas, faço papéis de carta e monto certidões de nascimento;
  • Embalo e despacho encomendas;
  • Compro insumos;
  • Desenvolvo todas as tecnologias e design da presença web do .marcamaria;
  • Atendo clientes;
  • Gero boletos, pago contas, verifico pagamentos e cia.;
  • Todo sábado eu limpo as instalações do .marcamaria e cuido da manutenção do mesmo;
  • Faço as relações públicas (lê-se “apareço em eventos”) em nome da empresa; e não menos importante
  • A administro (crio produtos, viabilizo, faço negócios e parcerias, cia.).

Observando a lista acima, percebe-se claramente que eu estou com um sério acúmulo de funções. Isso prejudica a empresa. Outra coisa que me deixa super agoniado é que para cada item que eu realizo nessa lista, o restante fica a espera. Traduzindo: se eu faço um software, não há ninguém costurando um boneco. Isso gera muitos atrasos e perdas financeiras e de relacionamento com cliente.

Você pode pensar que uma forma de eu resolver isso, seria contratar mão de obra. Na mesma hora eu me lembro do capital, o qual é escasso, pois foi devorado durante o tempo em que fiquei cuidando de minha mãe. Ah! A solução de automatizar processos é algo paliativo, pois eu ainda só teria as 24h do meu dia (quanto mais pessoas trabalham juntas, mais horas tem o seu dia. Exemplo: 10 funcionários trabalhando por 8h = um dia de 80h trabalhadas). Uma última alternativa poderia ser encontrar um sócio.

Teoricamente, um sócio é uma pessoa que vai trazer menos gastos para empresa e mais lucratividade. Afinal -metaforicamente falando- ele não precisa receber um salário assim… todo santo mês desde que começa a trabalhar. Ele está ali ao seu lado para colher os resultados futuros e, para isso, é preciso que ele tenha um aporte para pode se manter por um determinado tempo. Vou me usar como exemplo:

Ao escolher uma nova sede para o .marcamaria, optei por ficar perto de casa, pois eu economizaria em passagem, tempo de translado e alimentação. Assim posso aproveitar as minhas 12h de trabalho ao máximo. Além disso, eu não recebo salário (por enquanto), pois tudo que recebo eu reinvisto na empresa. É claro, quando a bichinha começar a andar com as próprias pernas, eu serei o primeiro a assinar o meu contra-cheque. Descobrir um sócio com o qual eu tenha afinidade, que me complemente e que aceite trabalhar nessas condições é algo difícil de se achar.

Como ainda não achei, vou ter que continuar batalhando como lobo solitário, carregando minha espada e uma mochila enorme, carregada com tudo o que eu preciso para continuar minha jornada.

Um super abraço,

tio .faso

tio .faso 3x4